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Desafios da eletromobilidade no transporte por ônibus: estudo de caso na Transwolff

19/02/2024 | Acontece nas empresas

A transição para a eletromobilidade no transporte de passageiros por ônibus é um passo significativo em direção à responsabilidade ambiental e à redução das emissões de gases de efeito estufa nas cidades.  

É por isso que empresas como a paulistana Transwolff tem incorporado veículos elétricos em suas frotas. Entretanto, essa mudança - embora promissora em termos de sustentabilidade - traz consigo seus próprios desafios, que demandam soluções inovadoras para sua efetiva implementação.

Entenda os pontos de atenção nessa gestão e o papel fundamental que o sistema Globus, da Praxio, empresa especializada no desenvolvimento de tecnologia para o setor de transporte rodoviário, vertente de mobilidade da nstech – a mais completa plataforma open Logistics do mundo –, possui nesse contexto, considerando os principais indicadores desta operação:

  • Controle de desempenho da bateria;
  • Percentual (%) de perda de energia;
  • Controle da saúde da bateria, apontando o momento em que deve ser substituída.

 

A Transwolff

Operadora de transporte público da capital paulista, a Transwolff possui em sua frota mais de 1.200 veículos. É responsável pela movimentação de mais de 700 mil pessoas por dia através de 90 linhas distribuídas pela região sul da cidade - algumas delas em área quase totalmente rural e de preservação ambiental, a cerca de 40 quilômetros do centro.  

Reconhecida por seu compromisso com a sustentabilidade e a inovação, a Transwolff anunciou a aquisição de 304 ônibus totalmente elétricos no início de 2023. A negociação fez parte dos planos de descarbonização de São Paulo, que incluiu a proibição da compra de novos ônibus movidos a diesel, anunciada em outubro de 2022.

Com a missão de melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros e reduzir a pegada de carbono no transporte, com viagens mais limpas e silenciosas, a Transwolff tem no sistema Globus a garantia de uma gestão integrada em toda a sua operação, de ponta a ponta.

7 pilares para a gestão da frota de ônibus elétricos

Para implementar a eletromobilidade em empresas de transporte por ônibus, é preciso considerar alguns fatores operacionais e como eles são feitos a partir de um software de gestão:

Controle de desempenho da bateria

A Transwolff faz o monitoramento da performance das baterias dos veículos elétricos, calculando o consumo de energia e a porcentagem utilizada da carga da bateria. Esses dados são utilizados para verificar se há problemas nas baterias dos veículos.

Assim, ela consegue acompanhar a eficiência dos veículos elétricos, bem como a vida útil das baterias. Afinal, é importante identificar cedo qualquer anomalia, a fim de evitar falhas operacionais, reduzir custos de manutenção e garantir a disponibilidade dos veículos.

Por exemplo: ao iniciar a operação às 4h00 com 70% de carga e finalizar às 18h00 com 20%, identifica-se que 50% da bateria foi consumida. Esse cálculo considera a autonomia cadastrada no Globus, gerando um relatório detalhado sobre o consumo de energia equivalente em quilômetros percorridos.

Nesse sentido, o registro de informações básicas, como carga realizada nos eletropostos, hodômetro e desempenho da bateria, é essencial para ter um histórico dos veículos. Isso também permite à empresa fazer análises futuras com base em padrões de uso e registros de manutenção. Assim, otimizando sua eficiência operacional a longo prazo.

Vale ressaltar que os órgãos públicos de São Paulo exigem uniformidade na autonomia dos veículos elétricos operando em uma mesma linha.

Percentual de perda de energia

Diferentemente de um ônibus movido a diesel, onde o processo de abastecimento é direto - coloca-se dez litros, obtém-se igualmente dez litros - um veículo elétrico funciona de outra forma.

Ao carregar a bateria em, por exemplo, 275 quilowatts, a energia total recebida no eletroposto é menor devido às perdas na fiação da rede. Esse fenômeno é chamado de percentual de perda, que é registrado no Globus e deve ser igualmente considerado pela empresa para manter os cálculos de disponibilidade da frota em dia.

Atualmente, a Transwolff considera o porcentual de perda de 8%. No entanto, essa precisão pode variar dependendo do tipo de veículo e dos valores extraídos a partir de telemetria, cujas informações obtidas podem ser repassadas ao software de gestão a partir de uma integração simples.

Isso porque mesmo as condições climáticas interferem no percentual de perda. A Transwolff já percebeu que em dias de chuva a latência é maior do que em um dia de calor, uma vez que os eletropostos não têm cobertura. Dessa forma, condições climáticas distintas podem interferir no resultado do carregamento.

Controle da saúde da bateria

Ao fazer o controle de desempenho e perceber que a saúde da bateria está comprometida, é hora de descarta-la. No entanto, para isso, é importante compreender e gerir adequadamente sua vida útil tal como qualquer outro componente dos veículos da frota, sejam elétricos ou não.

O sistema Globus é estruturado para proporcionar uma gestão holística desses componentes, do registro do item até a emissão de nota de venda e descarte. Assim, a Transwolff tem à disposição um módulo específico para cadastrar e monitorar todos os componentes dos veículos elétricos, garantindo a conformidade legal dessa gestão.

Esse acompanhamento ocorre mesmo quando as manutenções são feitas externamente, por fabricantes dos veículos. É através do sistema que a abertura da Ordem de Serviço é realizada, mantendo todas as informações padronizadas e centralizadas para análise integrada de dados.

Além disso, a integração com o setor de compras prepara a empresa para a aquisição de novos componentes no tempo certo, através dos dados repassados pelo setor de manutenção. Assim, o inventário está sempre atualizado, sem mais ou menos componentes que o necessário.

Estratégia de recarga

Também é a partir dos dados de desempenho da bateria que o escalante poderá compor o planejamento de linhas. É importante destacar essa operação, porque há uma particularidade a ser considerada no caso dos veículos elétricos.

Tal como no veículo a combustão, o escalante deve fazer um estudo de linhas para atender a disponibilidade da frota, fazendo a escala considerando o tempo de abastecimento necessário para o veículo, bem como sua autonomia (que consta no sistema a partir do cadastro de cada veículo).

Entretanto, no caso dos veículos elétricos, deve-se lembrar do período que o veículo ficará em abastecimento, que no caso dos ônibus elétricos, é superior em relação ao veículo movido a diesel.

É fundamental considerar a quantidade de eletropostos disponíveis para evitar um gargalo, onde muitos veículos precisariam ser carregados em poucos pontos disponíveis.

Conclusão

A transição para ônibus elétricos é um marco para uma mobilidade urbana sustentável. Essa ação também contribui para a diminuição da dependência de combustíveis fósseis, o que pode resultar em maior economia.

Nesse sentido, a inovação torna-se a palavra-chave para essa gestão. O sistema de gestão promove o controle e análise de dados de ponta a ponta, auxiliando as empresas nessa transição. Afinal, é preciso controlar a frota como um todo, considerando veículos elétricos, bem como aqueles movidos a combustão.

Manutenção, abastecimento, estoque, compras são áreas que precisam estar em harmonia para manter a qualidade dos serviços, sobretudo em conformidade com regulamentações.

Assim, o sistema Globus se destaca por ser a solução tecnológica mais completa para o transporte de passageiros, seja nos setores urbano, rodoviário, fretamento ou turismo.

Chegou o momento da sua empresa investir em eletromobilidade? Entre em contato com a Praxio, a empresa que está preparada para essas transformações, com mais de 40 anos de expertise no setor.

Tópicos
transporte público