área de acesso restrito
  • continuar conectado
Lembrar minha senha
sem cadastro

SEMINARIO NTU: O comportamento da demanda impulsionando a tecnologia no setor de transporte

11/08/2022 | Seminário Nacional NTU

Diante do cenário de retomada econômica, com o brasileiro recuperando a confiança e o poder de compra, as formas de proporcionar segurança na jornada de compras virtual fizeram parte do encerramento dos debates, no último dia da 35ª edição do Seminário Nacional NTU 2022

O painel “A evolução dos Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) e Meios de Pagamentos” colocou em pauta os novos sistemas de planejamento, os modelos de gestão de rotas e frotas e monitoramento; as tecnologias de transporte público on demand e mobilidade como serviço; a diversificação e ampliação dos métodos de pagamento; conectividade, inteligência artificial, big data e blockchain, aplicados ao transporte urbano de passageiros.

Mediado por Ana Flávia Camilo, diretora-executiva do Transfácil, o debate reuniu líderes que discutiram como a tecnologia confere agilidade e eficiência à jornada do cliente. Rodney Freitas, CEO da Autopass, explicou que os avanços tecnológicos proporcionaram sistemas de bilhetagem inteligentes, automação de processos e expansão de estruturas online, que facilitam acesso e formatam novas oportunidades de negócios pensadas para aperfeiçoar a experiência do usuário. Ao lado dele, Manoel Ferreira, diretor operacional do BRT Sorocaba, detalhou as mudanças no sistema de cobrança de passagens da cidade, desenvolvidas de forma coordenada para que a jornada online seja segura, rápida e eficaz.

Fábio Juvenal, CEO da Empresa1, frisou como a tecnologia propicia a versatilidade dos negócios virtuais e ainda empodera o passageiro.  “Por meio dela, damos aos usuários opções distintas e tornamos mais fácil a experiência online”. Uma visão apoiada pelo diretor comercial da Goal Systems, Velton Pereira. “A tecnologia que vem acompanhando a evolução da humanidade é a mesma que proporciona longevidade e qualidade, por exemplo, e que também precisa estar presente no transporte público para uma entrega de melhor qualidade, operações eficientes e planejamentos escaláveis”, observou.

Promover experiências simples, rápida e seguras também é missão assumida pela Mastercard, segundo a vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Mastercard, Fernanda Caraballo. A executiva explicou que a intenção da multinacional é ir além de apoiar o transporte público no pagamento fácil. “Na pandemia observamos a aceleração do processo de digitalização e que parte da população passou a consumir produtos e serviços mais facilitadores e foi pensando neste público que desenhamos estratégias que levaram facilidade e qualidade às experiências virtuais dos usuários de transporte”.

Desafios

O CEO e cofundador da Onboard Mobility, Luiz Renato Mattos, observou que o primeiro passo é entender as dores do setor, fazer um estudo de mercado, ter ferramentas para analisar o comportamento do consumidor e assim entregar soluções tangíveis de software e hardware, para empresas e para o cliente final. “É pensar de ponta a ponta da jornada”. Um pensamento compartilhado pelo coordenador técnico do Mova-se Fórum de Mobilidade, Miguel Ângelo Pricinote, que lançou à opinião pública uma reflexão sobre a importância da união do setor público e privado. “Discutir tecnologia e a experiência do usuário é muito saudável, mas é preciso falar do papel do poder público, caso contrário, toda essa tecnologia não chega realmente ao passageiro. Se o trânsito não anda, se as vias não permitem que o motorista trafegue em tempo de chegar no horário previsto ao ponto de ônibus, nada disso faz sentido porque para o usuário não há valor e atratividade para o sistema”, criticou.

Para Leandro Aliseda, diretor sênior de Transporte Público América Latina da SWVL, a eficiência do sistema público de transporte passa por combinar inovação, tecnologia e investimentos nas melhorias do setor assegurando, por exemplo, veículos novos e viagens confortáveis. O CEO KIM da TACOM/KIM, Rubens Filho, observou como as mudanças no comportamento do consumidor têm impulsionando as demandas do setor. “No ambiente que estruturamos ofertamos modalidades de compra para que o cliente escolha a melhor opção para aquele momento. Via PIX, por exemplo, representa hoje cerca de 80% dos pagamentos realizados. Ou seja, uma estratégia de gestão de comércio em que todos saem ganhando. Mais canais digitais resultam em custos menores às empresas e em agilidade e segurança para os usuários”, afirma Rubens.

Os benefícios tecnológicos para clientes e empresas também foram levados em consideração por Luciano Faria, gerente-executivo de Negócios e Relacionamento da TBFORTE. Na mesma sintonia, o diretor de Produtos da Transdata, Rafael Teles, destacou outro fator relevante: os desafios proporcionados pelo transporte clandestino e como a bilhetagem eletrônica foi singular para as soluções como rastreamento, controle operacional etc. Teles também falou sobre a importância de desenvolver tecnologias acessíveis para a realidade financeira das corporações do setor. “Não faz sentido cobrar como custo fixo algo que na nuvem é variável, por exemplo. É preciso pensar em modelos de negócios sustentáveis e flexíveis, desenvolvidas pelo volume utilizado. A tecnologia precisa ser completa, segura, economicamente acessível e transparente”.