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Preço da passagem de ônibus pode subir após 31 de dezembro

20/07/2020 | NTU

A desoneração da folha de pagamento das empresas, vetada pelo presidente Jair Bolsonaro da MP do Emprego desagradou diversos setores da economia brasileira, incluindo o dos transportes. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), reonerar a folha vai colocar em risco toda a cadeia e deve levar a um aumento no valor das passagens.

O setor avalia que já perdeu mais de R$ 3,72 bilhões de cerca de 60% dos passageiros transportados desde o início da pandemia. Em nota ao Congresso Nacional, a NTU pediu a reversão do veto presidencial e disse as despesas com a folha de pagamento devem representar alta de 4% a 5% nas planilhas de custos das empresas a partir de janeiro.

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“Além de colocar em risco um setor que gera 405 mil empregos diretos, esse impacto vai atingir quem mais precisa do serviço, que é o passageiro de baixa renda, porque incidirá diretamente sobre o valor das tarifas”, alerta o presidente-executivo da NTU, Otávio Cunha.

O texto votado pelo Congresso Nacional previa que as desonerações durariam por todo o ano de 2021, já que o prazo atual se encerrará em dezembro deste ano.

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A previsão agora é de que o fim da desoneração em dezembro vai influenciar nos rumos do reajuste tarifário, comum nesta época do ano e previsto nos contratos de concessão. Com uma parte expressiva do mercado de trabalho sem emprego e outra boa parcela em dificuldades para fechar as contas do mês, o aumento das passagens de ônibus tendem a complicar a vida das mais de 43 milhões de pessoas que se locomovem através do transporte público.

“Por todo esse cenário, contamos com a compreensão do Congresso Nacional e com o apoio dos parlamentares na derrubada desse veto, porque não apenas o transporte público será penalizado, mas principalmente o cidadão de baixa renda que não poderá contar com esse serviço essencial para se locomover, justamente no período de retomada da economia de forma mais robusta esperado para 2021”, completou Otávio Cunha.

Fonte: Isto É Dinheiro