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Segurança no trânsito e transporte público: tudo a ver

15/07/2020 | Geral

Priorizar o transporte coletivo salvaria vidas e reduziria custos em acidentes de trânsito, já que o ônibus é um dos modais motorizados mais seguros que existem
Com o slogan “Perceba o risco. Proteja a vida”, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) lidera pelo sétimo ano consecutivo o Maio Amarelo, movimento que visa a prevenção dos acidentes de trânsito e a preservação da vida. No entanto, embora o número de mortes em acidentes de trânsito tenha caído no Brasil nos últimos anos, passando de 43.780 em 2014 para 32.121 em 2018, os custos desses acidentes, na casa dos bilhões de reais, ainda são muito altos para os municípios brasileiros e para a sociedade.

Os números do ONSV mostram que o Brasil gastou R$ 52,2 bilhões com acidentes de trânsito em 2015, o que representou um custo per capita de R$ 255,69 ao longo daquele ano. Isso significa que cada brasileiro desembolsou essa quantia somente com os acidentes de trânsito, incluindo nessa conta hospitais, médicos, infraestrutura, medicamentos e pronto-atendimento, entre outras despesas pagas por meio de impostos.

Uma comparação entre diferentes tipos de transporte feita pelo Observatório, com base em informações preliminares de mortalidade no trânsito para o ano de 2018 compilados pelo Ministério da Saúde e divulgados pelo DataSUS, revelam que as reduções mais significativas no número de vítimas ocorreram entre ocupantes de ônibus, com uma queda de 28%. Foi o quarto ano consecutivo em que o número de vítimas fatais em acidentes com ônibus apresenta o melhor resultado quando comparado aos outros modais. Vale lembrar que o dado inclui todos os tipos de ônibus, de urbanos a rodoviários; se fossem computados separadamente, os dados relativos aos ônibus urbanos poderiam ser ainda menores.
Para o ONSV, a tecnologia tem sido uma grande aliada para a melhoria da direção e diminuição dos acidentes que envolvem o transporte por ônibus. “A maior disseminação de tecnologias que permitem o controle mais efetivo da velocidade associada a medidas de treinamento e capacitação voltadas aos condutores profissionais certamente contribuíram neste processo”, explica a entidade em nota.

PARTICIPAÇÃO DOS MODAIS NOS ACIDENTES DE TRÂNSITO

Dados do Ministério da Saúde apontam o ônibus como um dos meios de deslocamento mais seguros, responsável pelo segundo menor índice de mortes no trânsito – sendo que o primeiro lugar fica com os triciclos motorizados, um modal pouquíssimo utilizado. O ônibus urbano transporta 24% da população, mas apenas uma em cada 200 vítimas de acidentes de trânsito estava a bordo de um ônibus, ou seja, 0,48% do total. Acidentes com motocicletas, por sua vez, respondem pelo maior percentual de óbitos e feridos no trânsito, 32,23%, com os carros ocupando a segunda posição.

                                 
                                  Fonte: Ministério da Saúde/DataSUS

Segundo o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, os acidentes de trânsito poderiam ser reduzidos, juntamente com seus custos financeiros e sociais, caso políticas públicas de priorização do transporte público coletivo fossem mais sistemáticas e efetivas. “Investimentos em projetos que priorizam o ônibus, como faixas exclusivas, trariam impactos positivos na redução dos acidentes, já que menos carros e motos estariam nas ruas. Além disso, contribuiriam também para a preservação do meio ambiente”, explica.

MAIO AMARELO 2020

Desde 2018 a NTU apoia o Movimento Maio Amarelo e integra o grupo de entidades Laço Amarelo. “A NTU apoia o Maio Amarelo porque se trata de preservação de vidas e preservar vidas é importante para todos”, resume Otávio Cunha em vídeo gravado para a campanha deste ano.

Os materiais do Movimento para 2020 e anos anteriores, que podem ser usados por qualquer pessoa, empresa ou entidade, estão disponível no site do Maio Amarelo (www.maioamarelo.com). Lá podem ser encontradas versões para que o apoiador insira seu logo na peça, no vídeo ou mesmo nos banners ou stories.

Conheça e compartilhe os materiais do Movimento Maio Amarelo por meio do link: https://bit.ly/2YjFbp2

Matéria publicada na Revista NTUrbano Edição 44, Março/Abril.