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Time com 30 agentes monitoram mais de 1 milhão de m² dentro do sistema BRT Sorocaba

21/02/2024 | BRT

Mais de 1 milhão de metros quadrados de área controlada, 1902 câmeras, 640 antenas, 448 telas, 96 km de fibra ótica, 49 servidores e um time de 30 agentes compõem parte da estrutura de monitoramento do sistema BRT Sorocaba. Essa é a realidade de uma operação inovadora, tecnológica e de alta performance.

Muitas máquinas trabalham para a realização dos serviços, mas por trás delas, estão os “agentes de monitoramento”, profissionais responsáveis por acompanhar o dia-a-dia do transporte e que dão suporte para o passageiro, o motorista e os demais visitantes do sistema. Literalmente nos bastidores da operação, eles são agentes que atuam junto com os dispositivos na promoção da mobilidade urbana.

O perfil dos agentes é formado por 21 mulheres e 9 homens com idades que variam de 20 a 43 anos. Para atuar na função é necessário passar por treinamento interno para conhecimento das tecnologias adotadas, desenvolver habilidades de boa comunicação, agilidade, organização, comprometimento, confiança e aprender a trabalhar em equipe.

O trabalho de um agente de monitoramento exige bastante atenção para agir rapidamente diante dos alertas em situações como ocorrências de portas, avisos sonoros, câmeras de vigilância e em vias. Também é função dele estar sempre em contato com a equipe volante e solicitar apoio se necessário para garantir a qualidade de atendimento ao passageiro, minimizando assim, possíveis impactos no deslocamento. Além disso, inspeciona os grupos de informações para abertura de chamados, visando uma imediata resolução.

Um diferencial no dia-a-dia dos agentes de monitoramento é o uso da plataforma Hub UniQ. Em uma única interface, 16 soluções inteligentes conectam dispositivos de câmeras, catracas, sensores, painéis eletrônicos, wi-fi, telemetria, GPS, além dos sistemas de áudio e vídeo. Essa é uma facilidade que favorece para uma gestão otimizada e assertiva, permitindo intervenções imediatas e agilidade nas resoluções.

Com uma operação automatizada e supervisionada as situações são solucionadas mais rapidamente, o que ajuda muito na rotina do passageiro. “Em caso de emergência, por exemplo, conseguimos dar suporte em questão de poucos minutos. O CCO identifica o fato via câmeras, acionamos uma ambulância ou polícia conforme for. Em seguida, uma equipe volante se desloca até o local da emergência e chega em torno de 5 a 10 minutos”, explica Jéssica Rodrigues, Líder do Centro de Controle Operacional (CCO).

O monitoramento da operação é feito por equipes que se revezam durante todo período de funcionamento do BRT, possibilitando que a jornada do passageiro seja assistida em tempo real e acompanhada desde a sua entrada, a permanência até a saída.

”É comum a presença das mesmas pessoas em determinados horários. Temos um usuário já bastante conhecido por nós e que tentou acessar a estação por baixo da catraca de entrada. Algumas vezes por não verem funcionários no local, acham que ninguém está vendo, mas isso não acontece. Toda operação é vigiada. Quando o chamamos por aviso sonoro, ele começou a “engatinhar” de ré e pediu perdão pela infração que estava prestes a fazer. Tudo foi solucionado rapidamente e ele disse que isso não se repetiria mais”, diz Erica Fleischmann, agente de monitoramento.

“No meu plantão, gosto particularmente de atender as liberações para idosos e PCDs (pessoas com deficiência). Tive uma situação engraçada. Estávamos esperando a chegada de um mecânico no Terminal Vitória Régia e um usuário interfonou falando muito rápido e, no meio da frase, ele disse “perna mecânica”. Eu entendi que era o mecânico. Fiz a liberação e assim que ele passou vi que era a perna mecânica e não o mecânico. Hoje, já estou acostumada com o ritmo e as situações inusitadas que acabam acontecendo”, destaca Camila Campos, agente de monitoramento.

Os agentes de monitoramento ficam concentrados no Centro de Controle Operacional (CCO), no Terminal Vitória Régia, que é considerado o coração do sistema BRT. Neste local, é realizado todo o controle da operação que vai desde um atendimento ao passageiro até o monitoramento dos ônibus e equipamentos dos terminais, corredores, estações e pontos de parada. Para acompanhar todos os detalhes, as equipes no CCO estão divididas em 5 frentes de atuação: automação, operação, manutenção, telemetria e controle de imagens.

Por dentro do CCO

Fica aos cuidados da automação, o atendimento e suporte ao usuário. Este setor verifica a integridade das estações, terminais, abrigos e ônibus em tempo real. Se porventura, algo estiver fora da normalidade, logo é buscada uma solução.

A operação é a frente dedicada ao monitoramento de frota, sendo possível visualizar desde a saída da garagem até o recolhimento da unidade. A riqueza de detalhes traz ainda a posição exata do veículo no trajeto, atrasos, desvios de itinerários, adiantamentos e também permite o contato imediato com a fiscalização do órgão gestor para a previsibilidade de falhas operacionais.

Para auxílio aos veículos está a manutenção, um setor que mantém contato direto com os motoristas e mecânicos. Essa área recebe os registros de anormalidades que podem surgir na parte mecânica, elétrica ou eletrônica, e de imediato consegue orientar o procedimento adequado para o motorista, mesmo que esteja em rota.

Já a telemetria se refere a coleta e transmissão de dados sobre o desempenho dos veículos, como: velocidade, consumo de combustível, localização e condições mecânicas. A ferramenta permite o monitoramento e otimização operacional.

E por fim, está a central de imagens, ambiente de acesso restrito e dedicado ao acompanhamento e análise de situações que acontecem nas instalações do sistema. Com a solução Sigom Vision, por exemplo, o BRT faz a validação da identidade por meio da biometria facial para as pessoas que têm alguma gratuidade no sistema. Esse é um recurso já adotado em algumas empresas e cidades inteligentes. 

Além disso, a central monitora os ônibus a fim de identificar uma possível conduta ou postura inadequada dos condutores.  Tudo que é captado pelas câmeras fica armazenado no banco de dados para uma eventual consulta ou solicitação do órgão gestor do transporte que atua na cidade.

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